18/06/2013
13/05/2013
Que venham os médicos cubanos, americanos, uruguaios, canadenses.......
Tenho certeza que se
uma mãe ou um pai chegasse com um filho doente nos braços em um hospital no interior e recebesse o atendimento imediato de um
profissional estrangeiro custeado pelo SUS, ninguém se
importaria com sua origem. Se fosse um americano talvez até recebesse elogios dos colegas brasileiros, mas com o corte é político e ideológico a coisa muda no caso do acordo entre os governo do Brasil e Cuba. O governo negocia a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalharem nas regiões brasileiras mais carentes, na maioria nos rincões do Brasil.
Se a maioria dos
médicos brasileiros não desejam trabalhar no interior e muito menos nesses rincões, há profissionais que se dispõem. Em
Portugal, por exemplo, médicos cubanos já fazem parte do dia a dia
daquele país desde 2009, pois lá também os médicos da terrinha se inclinam a não ir
clinicar no interior. Para mim fica claro que a intenção do governo é a de apenas importar profissionais de qualidade, com foco em medicina de
família, para atender uma necessidade existente.
Lamento que a classe médica, na maioria formada em universidades públicas financiadas
pelos impostos do povo brasileiro, não retribua o devido retorno
para quem realmente os banca. Lamento mais ainda que estudantes de
medicina comprem esse pacote fechado vendido pela grande mídia, num
claro interesse corporativo e de olho nas eleições presidenciais
de 2014.
Também não dá pra
entender essa história de criar carreira de Estado para médico com
salário de juiz ou promotor conforme clama os órgãos
representativos da classe médica. De cara dá pra ver que a ambição
é criar uma categoria acima de todas as outras no Estado e com
status do poder semelhante ao do Poder Judiciário. Considerando que os
médicos são a segunda bancada no Congresso Nacional e fazendo um
pequeno exercício mental, dá pra ver onde isso vai dar a logo logo.
Que venham os médicos
uruguaios, argentinos, americanos,canadenses,japoneses, coreanos e, é claro, os
cubanos.
Abaixo coloco o link de
um excelente texto escrito por um médico sobre a vinda dos cubanos
que vale a leitura:
http://www.viomundo.com.br/politica/pedro-saraiva-sobre-a-vinda-dos-6-000-medicos-cubanos.html
27/03/2013
Frente Parlamentar coloca a Reforma Política na pauta da Assembleia
Na manhã desta
quarta-feira (27/03), será protocolado na Assembleia Legislativa o
requerimento de composição da Frente Parlamentar em Defesa da
Reforma Política, que tem a assinatura de 30 parlamentares de várias
bancadas da Casa. Proposta pelo deputado Raul Pont, a frente irá
debater e acompanhar os projetos de lei que tramitam no Congresso
Nacional e outros que possam surgir de iniciativa popular e que
tratem da reforma do sistema político-eleitoral. “A estrutura
atual, proposta na Constituição de 1988, é muito limitada e
apresenta uma série de distorções. É preciso atualizar a lei para
fortalecer a democracia brasileira”, disse Pont.
Uma das primeiras
atividades propostas é uma audiência com o deputado federal
Henrique Fontana, relator do projeto da reforma política que deve
entrar na ordem do dia da Câmara no próximo dia 9/4. “Não
podemos ficar alheios à espera do que vai ocorrer. Vamos debater as
concordâncias, as divergências e conhecer os pontos que avançaram.
Esse será o projeto mais importante do ano e que terá reflexos no
futuro da democracia e dos partidos no Brasil”.
Para Pont, o Brasil
precisaria avançar em cinco pontos principais nessa reforma: o
financiamento público de campanha, o voto em lista pré-ordenada,
coligações em campanhas majoritárias, fidelidade partidária e
maior participação das mulheres com 50% de proporção. “O
sistema de financiamento público de campanha com listas preordenadas
hierarquiza os candidatos pelo conhecimento e pela escolha interna
nos partidos, diminuindo proporcionalmente o peso do dinheiro nas
campanhas. Esse é um princípio já adotado na quase totalidade dos
sistemas políticos modernos, bem mais representativos e eficientes
do ponto de vista da composição de um sistema político-partidário
sólido”, explica.
Por Paula Coruja.
24/03/2013
Lançada no Rio Grande do Sul a campanha de assinaturas pela reforma política no Brasil
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| Foto:Denis Soares |
O presidente estadual do PT, deputado Raul Pont, foi o primeiro a subscrever o abaixo assinado que vai embasar projeto de iniciativa popular pela reforma politica no Brasil. Campanha neste sentido foi lançada na manhã deste domingo (24), no Brique da Redenção, em Porto Alegre. Também assinaram o documento o deputado Adão Villaverde (PT) , além do presidente estadual do PMDB, Edson Brum, o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Mello, também do PMDB, o presidente municipal do PT, Adeli Sell, e a ex-senadora Emília Fernandes.
Representantes do Partido Verde também levaram apoio à iniciativa. Os deputados da bancada petista na Assembleia Legislativa levarão o documento às suas bases para coletar assinaturas para o projeto. Para assinar o documento e participar da campanha é necessário portar o título de eleitor. São necessárias 1,5 milhão de assinaturas em todo o país para enviar o projeto ao Congresso Nacional.
O PT defende a a imediata reforma do sistema, por entender ser inadiável a necessidade de corrigir históricas distorções e garantir maior participação da sociedade na vida nacional. Essa medida também está em sintonia com as profundas transformações sociais e econômicas que o país viveu na última década.
Para Raul Pont, há uma crise de legitimidade no sistema político brasileiro tal como ele está organizado, situação provocada pela influência do poder financeiro nas eleições. O parlamentar destaca estudo denominado de Radiografia do Novo Congresso, elaborado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP –, indicando que um em cada três parlamentares do Congresso Nacional é proprietário ou sócio de algum estabelecimento comercial, industrial, de prestação de serviços, ou proprietário de fazenda ou de indústria agropecuária.
Segundo o petista, são 273 parlamentares – 246 deputados e 27 senadores –, que formam uma bancada com forte vínculo empresarial, representando 45% do Congresso Nacional ou 47,95% da Câmara e 33% do Senado. Na visão de Pont, fica evidente que a composição da sociedade brasileira está muito longe de ter alguma semelhança com esse quadro.
Para o deputado Adão Villaverde, os avanços econômicos, sociais e internacionais conquistados pelo Brasil nos últimos anos não se expressam atualmente nas estruturas políticas, vinculadas ao período anterior à redemocratização, marcadas por fragilidades partidárias e pelo peso econômico nas campanhas eleitorais. No entendimento do petista, este descompasso reforça a necessidade da realização de profunda e estrutural alteração no quadro institucional brasileiro, tendo como centro do debate o financiamento público das campanhas.
O abaixo-assinado para projeto de lei de iniciativa popular liderado pelo PT possui os seguintes objetivos:
1 – Financiamento público exclusivo de campanha, a fim de combater a corrupção, evitar a influência do poder econômico e baratear as eleições;
2 – Voto em lista preordenada para os parlamentares, para assegurar participação paritária das mulheres na vida pública e para comprometer os mandatos parlamentares com os projetos debatidos e escolhidos pelos eleitores;
3 Convocação de uma Constituinte exclusiva, para reformar o conjunto do sistema político-eleitoral.
Por Denise Ritter - www.ptsul.com.br.
19/03/2013
Dilma bate recorde de popularidade
Pesquisa do Ibope
encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e
divulgada nesta terça-feira (19) revela que a popularidade da
presidenta Dilma Rousseff bateu recorde desde sua posse. Aqueles que
consideram o governo ótimo ou bom passou de 62% para 63%.
Também aumentou a
aprovação ao modo de governador da presidenta, de 78% no
levatamento anterior, de dezembro do ano passado, para 79% na atual
pesquisa, realizada entre os dias 8 e 11 de março, com 2.002 pessoas
em 143 municípios de todo o país.
É necessário construir uma democracia efetiva, afirma Pont
Com a participação do
governador Tarso Genro e da ministra dos Direitos Humanos, Maria do
Rosário, a Comissão Nacional da Verdaderealizou, nesta
segunda-feira (18), audiência pública em Porto Alegre. Foram
colhidos depoimentos de ex-presos políticos e familiares, que
relataram as violências e o processo de repressão que prendeu e
matou milhares de opositores da ditadura militar (1964-1985).
Entre os depoentes
estavam os filhos do ex-presidente João Goulart, Denize e João
Vicente Goulart, o ex-governador Olívio Dutra, o ex-deputado Carlos
Paixão Araújo, o deputado estadual Raul Pont, Suzana Lisboa, da
Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, a
ex-presa política Ignez Maria Raminge (a “Martinha”).
Militante estudantil,
sindical e integrante de organização clandestina, o ex-preso
político, hoje presidente estadual do PT e deputado Raul Pont afirmou que, além do trabalho de recuperar a verdade sobre os fatos
ocorridos durante a ditadura, a Comissão é importante por fazer com
que esse debate se repita e se renove.
Carlos Araújo e Pont
lembraram que o golpe de 1964 não foi só militar. “Foi civil e
militar. Teve o apoio e sustentação nos meios de comunicação e de
instituições civis”. Ele destacou que a opressão e a
intolerância fazem parte da história do país, ao longo de cinco
séculos. “Há pouca vida democrática no país”, acentuou.
Ao relembrar que tem
dedicado 50 anos de sua vida continuadamente à luta democrática,
disse que “as conquistas que precisamos fazer continuam vivas:
precisamos construir uma democracia efetiva. A intolerância, o
preconceito, o autoritarismo são coisas que temos que banir de nossa
história”.
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